Análise: Pesquisa PoderData Amazonas (20-23/set/2026)

Presidencial: corrida nacional embolada, mas replicada no AM
Lula (44%) e Flávio Bolsonaro (42%) aparecem tecnicamente empatados no Amazonas, dentro da margem de erro de 2,8 p.p. Nenhum outro candidato passa de 5% (Augusto Cury). É um cenário de polarização quase total, com pouquíssimo espaço para terceira via no estado — ao contrário do que se viu em pleitos anteriores.

Governo: Omar Aziz lidera com folga, mas o 2º turno é o dado mais revelador
No primeiro turno, Omar Aziz abre vantagem (32%) sobre Prof. Maria do Carmo (21%) e Roberto Cidade (20%), com David Almeida (atual prefeito de Manaus) surpreendentemente atrás, em 11%. O dado mais importante, porém, está nos cenários de segundo turno: Aziz vence qualquer adversário testado — inclusive David Almeida por margem folgada (51% a 29%). Isso, somado ao fato de Aziz também liderar disparado a pergunta espontânea sobre “quem vai vencer” (41%), sugere uma eleição bastante encaminhada a seu favor, mesmo sendo ele quem tem a segunda maior rejeição (22%, atrás só de Almeida, com 26%).

Um detalhe qualitativo interessante: no hipotético 2º turno entre Roberto Cidade e Prof. Maria do Carmo — os dois “outsiders” do pleito —, o empate é técnico e perfeito (41% a 41%), indicando que esse eleitorado ainda está em aberto e pode ser decisivo caso Aziz tropece.

Senado: Eduardo Braga na frente, mas com rejeição alta
Braga lidera o primeiro voto (42%), à frente do Capitão Alberto Neto (29%). Só que ambos carregam rejeição elevada — Alberto Neto é o mais rejeitado do pleito para o Senado (32%), seguido de perto pelo próprio Braga (28%). Plínio Valério aparece como “segunda opção” preferencial (28% no segundo voto), o que pode indicar um caminho de crescimento para ele nas próximas semanas.

O que isso diz sobre o clima político no Amazonas

•   Saúde pública dispara como problema nº 1 (40%), muito à frente de segurança (21%) — um recado direto a quem governa hoje.
•   A pergunta sobre "necessidade do estado" mostra o eleitorado dividido meio a meio entre querer mudança completa (40%) e mudança com continuidade do que funciona (40%), com apenas 13% pedindo continuidade pura. Isso é coerente com a alta rejeição a David Almeida (a "situação" mais identificada) e explica por que candidatos de oposição/renovação (Aziz, Cidade, Maria do Carmo) somam mais que o dobro dos votos do bloco identificado com a gestão atual.
•   Engajamento eleitoral é alto (63%), o que tende a favorecer quem já lidera nas pesquisas, pois reduz a imprevisibilidade da abstenção.

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