Um terremoto registrado na Colômbia na manhã desta segunda-feira, 10 de agosto, foi percebido por moradores de edifícios em Manaus. Relatos partiram principalmente de prédios localizados no Centro e no bairro Adrianópolis, onde lustres, lâmpadas e móveis balançaram, sobretudo nos andares mais altos.
Funcionários do Fórum Business Center deixaram o edifício por precaução depois de perceberem a movimentação. Situação semelhante foi relatada no Edifício Palácio do Comércio, no Centro. Não havia, no momento da publicação das primeiras informações, registro de danos estruturais provocados pelo tremor em Manaus.
O terremoto ocorreu por volta das 7h34 na região de San José del Palmar, no departamento colombiano de Chocó. O Serviço Geológico Colombiano informou inicialmente magnitude 7,4, enquanto dados divulgados por outro órgão colombiano apontaram magnitude 6,6 após atualizações realizadas ao longo da manhã.
As diferenças entre medições são comuns nas primeiras horas após terremotos, quando redes de monitoramento processam novos dados sobre localização, profundidade e intensidade.
Na Colômbia, houve relatos de feridos e danos em edificações. O tremor também foi percebido em Bogotá e em regiões de países vizinhos, incluindo Venezuela e Equador.
Esta é a segunda vez em menos de dois meses que moradores de Manaus relatam sentir os efeitos de um terremoto ocorrido fora do Brasil. Em 24 de junho, outro abalo, registrado na Venezuela, também foi percebido na capital amazonense.
Manaus não está localizada em uma região reconhecida por atividade sísmica intensa comparável à dos países situados próximos à Cordilheira dos Andes. Porém, terremotos de grande magnitude e profundidade adequada podem gerar ondas sísmicas capazes de percorrer longas distâncias.
Edifícios altos podem tornar movimentos leves mais perceptíveis porque estruturas elevadas respondem de maneira diferente às ondas que atravessam o solo. Isso explica por que moradores de prédios podem perceber balanços que passam despercebidos para quem está no nível da rua.
A ocorrência também reforça a necessidade de protocolos de evacuação em prédios comerciais e residenciais. Em situações desse tipo, a orientação é evitar elevadores, manter a calma e seguir as rotas de emergência estabelecidas pela administração do imóvel.
