O Brasil já registrou 81 tornados em 2026 e poderá superar o total contabilizado em todo o ano passado. Em 2025, foram registrados 92 episódios, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira pela Radioagência Nacional.
A quantidade chama atenção em um momento de aumento da preocupação com eventos meteorológicos extremos. Tornados são fenômenos caracterizados por uma coluna de ar em forte rotação que se conecta a uma nuvem de tempestade e pode alcançar a superfície.
As regiões Sul e parte do Centro-Sul brasileiro concentram condições atmosféricas mais favoráveis à formação do fenômeno. O encontro entre massas de ar quente e frio, combinado a fortes tempestades e mudanças na direção e velocidade dos ventos, pode gerar condições para a formação de tornados.
O aumento de registros não deve ser interpretado automaticamente como prova de que todos os tornados se tornaram mais frequentes exclusivamente por causa das mudanças climáticas. A expansão das redes de monitoramento, câmeras e celulares também aumenta a capacidade de identificar fenômenos que anteriormente poderiam passar sem registro.
Ainda assim, mudanças no clima estão alterando padrões de temperatura, umidade e eventos extremos. Cientistas procuram compreender como essas transformações afetam tempestades severas e a distribuição regional dos tornados.
O número de 81 ocorrências reforça a necessidade de melhorar os sistemas de alerta. Diferentemente de chuvas persistentes ou cheias de rios, tornados podem se formar rapidamente, deixando pouco tempo para reação.
Alertas enviados por telefone, radares meteorológicos, sirenes e comunicação das defesas civis podem reduzir o número de vítimas. A população também precisa saber como agir.
Durante uma tempestade severa, a orientação é procurar estruturas resistentes, manter distância de janelas e, quando possível, permanecer em ambientes internos e baixos.
O planejamento urbano também tem papel importante. Casas vulneráveis, postes, árvores e estruturas mal fixadas aumentam o risco de ferimentos quando atingidos por ventos intensos.
O avanço do número de ocorrências em 2026 deverá ser acompanhado pelos órgãos meteorológicos durante os próximos meses. Caso o ritmo seja mantido, o Brasil poderá superar o volume registrado no ano passado.
