Pix chega a 926 instituições e amplia participação de empresas de pagamento

O sistema Pix encerrou 2025 com 926 instituições participantes, crescimento de 5,6% em relação ao ano anterior, segundo a segunda edição do Relatório de Gestão do Pix, publicada nesta segunda-feira, 10 de agosto, pelo Banco Central.

O levantamento mostra também uma mudança na composição das operações. As instituições de pagamento responderam por 50% da quantidade de transações realizadas na perspectiva de quem paga, avanço de 3,7 pontos percentuais em relação a 2024. Os bancos múltiplos ficaram com 35%, queda de 2,1 pontos.

A evolução é significativa quando comparada aos primeiros anos do Pix. Em 2020, bancos múltiplos respondiam por 55,8% da quantidade de transações, enquanto instituições de pagamento tinham 25,5%. Para o Banco Central, a mudança demonstra aumento da concorrência no setor financeiro.

Em relação ao valor movimentado, porém, os bancos tradicionais continuam dominando. Os bancos múltiplos responderam por 61,3% do valor das transações em 2025, enquanto as instituições de pagamento alcançaram 21,3%.

A diferença sugere que fintechs e instituições de pagamento concentram um número maior de transferências de menor valor, enquanto os bancos mantêm participação relevante nas operações financeiras de maior porte.

O Pix modificou profundamente a forma como brasileiros fazem pagamentos. Pequenos comerciantes, trabalhadores autônomos e prestadores de serviços passaram a receber valores diretamente pelo celular sem depender de dinheiro físico ou das tradicionais máquinas de cartão.

A expansão também ampliou desafios de segurança. Golpes envolvendo falsas transferências, engenharia social e invasão de contas acompanham o crescimento do sistema e exigem investimentos contínuos em autenticação e mecanismos de bloqueio.

Outro efeito está sobre os custos de pagamentos. Para consumidores, o uso do Pix em transferências pessoais permanece normalmente gratuito, enquanto empresas podem negociar taxas diferentes conforme a instituição financeira.

No Amazonas, a ferramenta ganhou importância também em atividades comerciais informais e localidades onde a estrutura bancária física é limitada. O acesso, entretanto, depende de conexão de internet estável, ainda desigual no interior.

O relatório reforça que o Pix deixou de ser apenas uma alternativa para transferências e se tornou parte central da infraestrutura de pagamentos brasileira.

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