Encerrado o prazo das convenções e oficializadas as candidaturas ao governo do Amazonas, onze institutos foram a campo entre 11 de agosto e 6 de setembro. Produziram 12 pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral, numeradas de 32 a 43 na série histórica, somando 19.594 entrevistas. O comparativo completo, com registro, campo, base e margem de erro de cada levantamento, está no especial “O Placar das Pesquisas”, fechado em 14 de setembro.
Omar Aziz (PSD) apareceu em primeiro lugar nas 12, sem exceção. Na média do período convertida em votos válidos, critério que exclui brancos, nulos e indecisos e define o resultado no dia da eleição, o senador registra 31,9%. É alta de 1,0 ponto sobre a média das quatro últimas pesquisas anteriores à oficialização das candidaturas.
A distância para o segundo colocado é de 8,6 pontos percentuais. Maria do Carmo (PL) soma 23,3% e Roberto Cidade (União) 23,0%. Entre os dois, a diferença é de 0,3 ponto, abaixo da margem de erro de qualquer um dos levantamentos analisados, que variam de 1,79% a 3%. David Almeida (Avante) fecha o pelotão de frente com 16,3%, metade do patamar do líder.
Como nenhum nome ultrapassa os 50% dos válidos, o cenário médio do período aponta para segundo turno. Uma das vagas teve o mesmo ocupante nas 12 rodadas; a outra segue em aberto.
O líder é também o mais estável
O dado que o comparativo isola com mais clareza não é o topo da média, e sim a amplitude: a diferença entre o melhor e o pior resultado de cada nome no período. Nos votos válidos, Omar Aziz oscilou 8,7 pontos, de 27,9% (Eficaz) a 36,6% (DMP). É a menor variação entre os quatro primeiros.
Roberto Cidade variou 10,1 pontos. Maria do Carmo, 12,3. David Almeida, 13,5, a maior de todo o campo, indo de 9,3% (AtlasIntel) a 22,8% (Eficaz). Nos três casos, a oscilação muda a posição do candidato no ranking da pesquisa. No caso do líder, não muda: em nenhuma das 12 rodadas ele deixou o primeiro lugar.
O especial registra a ressalva. Em quatro das 12 pesquisas, Pontual, Veritá de 23 de agosto, Viva Voz e Projeta, a vantagem sobre o segundo colocado ficou entre 1,3 e 1,7 ponto, dentro da margem de erro. A média de 31,9% dos válidos também está distante do patamar necessário para decisão em turno único.
O segundo lugar trocou de mãos seis vezes
A leitura pesquisa a pesquisa mostra onde está a disputa aberta. Em seis dos 12 levantamentos o vice-líder foi Roberto Cidade; em cinco, Maria do Carmo; e em um, David Almeida. Esse único caso é o Eficaz, de 22 de agosto, que é também a pesquisa com o menor patamar de Omar Aziz no período.
O movimento mais expressivo do intervalo veio de uma estreia. Cabo Daciolo (Mobiliza), que não pontuava nos cenários anteriores à convenção, entrou na disputa e cravou média de 3,9% dos válidos, ganho de 3,5 pontos e o maior de todo o quadro. Entre os quatro primeiros, quem mais cresceu foi Roberto Cidade (+1,7) e quem mais recuou foi David Almeida (−2,0), a única variação negativa relevante do bloco.
O que cada instituto mostrou
O comparativo por casa ajuda a entender a dispersão. AtlasIntel e Veritá entregam os melhores números de Maria do Carmo (27,4% e média de 25,5%) e, ao mesmo tempo, os piores de David Almeida (8,7% e 10,8%). Projeta, Pontual e Direto ao Ponto desenham o cenário mais favorável a Roberto Cidade (24,0%, 25,3% e 23,0%).
A base de votos válidos, que é a soma dos sete candidatos em cada pesquisa, também varia bastante. A Quaest trabalhou com a menor do bloco, 78,0%, reflexo de 16% de indecisos, o maior índice do período, apurado sobre a menor amostra do conjunto (804 entrevistas). Na outra ponta aparecem Real Time Big Data (96,0%), Veritá de 03/09 (93,8%) e AtlasIntel (93,5%). Nos dois levantamentos com menor volume de indecisos, Omar Aziz marca 35,4% e 33,2% dos válidos, acima da sua própria média.
Duas pesquisas com campo em dias consecutivos, Viva Voz (05/09) e Pontual (06/09), entregaram a Roberto Cidade seu pior (16,2%) e seu melhor (25,3%) resultado. A mais recente do bloco, a do Pontual, traz a corrida mais apertada de todas: 1,3 ponto entre Omar e Cidade.
O que os números indicam
Omar Aziz venceu 12 de 12 pesquisas, cresceu na média em relação ao pré-convenção, abre 8,6 pontos sobre a segunda colocada e é o candidato com a menor amplitude entre os quatro principais. No restante do quadro, as posições se reorganizam a cada rodada, com padrões de casa divergentes e variações acima de dez pontos.
A disputa pela outra vaga do eventual segundo turno permanece estatisticamente indefinida.
Nota metodológica
Dados extraídos do especial “O Placar das Pesquisas pós-convenções”, do RealTimeAM, elaborado a partir das pesquisas eleitorais registradas no TSE para o governo do Amazonas no bloco posterior à oficialização das candidaturas: 12 pesquisas (nº 32 a 43 na série histórica), campo entre 11/08 e 06/09/2026, registros de BR-08020/2026 a AM-02616/2026. Os percentuais por pesquisa reproduzem os números como divulgados (estimulada, com brancos, nulos e indecisos na base). A média em votos válidos foi calculada sobre a média das 12 pesquisas, redistribuindo 100% entre os sete candidatos; brancos, nulos e indecisos somaram, em média, 4,7% e 6,0%. Margens de erro entre 1,79% e 3%, com grau de confiança de 95% em todos os levantamentos. Fechamento em 14/09/2026.
